O problema que não estava na agenda
A maior parte dos empresários industriais portugueses adia a decisão energética — não por desconhecimento, mas porque o investimento parece complexo e os fornecedores são muitos. O Grupo Diamantino Coelho & Filho — cuja marca mais reconhecida é a Rações DIACO — não era excepção. Fundado nos anos 50, crescido ao longo de décadas com disciplina operacional, o grupo chegou a um ponto em que o crescimento trazia consigo um custo energético que já não podia ignorar.
Testar antes de comprometer
A primeira instalação — em Março de 2022, cobrindo a Fábrica 1 e a Agriloja — foi financiada pela Solcor através de um modelo ESCO. Sem desembolso de capital, sem risco de execução. O grupo avançou porque podia fazê-lo sem apostar o que não conhecia. Quando o projecto correu bem, a confiança foi suficiente para a segunda fase: capitais próprios, 320 kWp adicionais na Fábrica 2, em Junho de 2023.
O que ficou, além dos números
Além da redução de custos, o responsável do grupo sublinha algo que raramente aparece nas simulações financeiras: a estabilidade de preço. Num mercado de energia volátil, saber que uma fatia significativa do consumo tem custo previsível durante 25 anos tem um valor que nenhuma spreadsheet captura completamente.
"Mesmo que haja uma oscilação grande na energia de compra, isto faz com que se faça a média — que o custo energético seja o mais homogéneo possível durante o ano."
